As crónicas do Lynx

Uma colecção de pequenas crónicas dedicadas a uma grande paixão de sempre: Viver essa maravilhosa aventura que é o dia-a-dia!

quarta-feira, junho 12, 2019

Correr em Mérida

E que boa surpresa foi Mérida. A cidade tem monumentos lindos, um óptimo ambiente positivo e a JK adorou! E a corrida soube bem!

Começava sempre pela fresquinha, que o calor da Extremadura não é para brincadeiras, com aquela promessa de um dia bom pela frente. Depois, bom, depois, era ziguezaguear pelas ruas da cidade, por entre monumentos romanos e mouros, cruzar a magnífica ponte romana, percorrer os parques frondosos pelas margens do Guadiana, descobrir surpresas (e parques infantis) aqui e ali. Sair de sorriso largo, porque é isso que se quer de uma corrida!



quinta-feira, maio 30, 2019

10Ks de puro trail em Sintra

Começou com uma mensagem de um amigo - uma mensagem insuspeita, porque ele costuma correr distâncias médias em alcatrão. Mas ele tinha um percurso na Serra de Sintra, que já tinha feito a pé, e agora queria fazer a correr. E acabou com um sorriso enorme na cara, depois de 10Ks de trail pela serra. Nem o Sol abrasador conseguiu apagar esse sorriso - se bem que, se eu soubesse ao que ia, teria levado o meu cinto de distâncias longas com umas botijas de água.

Partimos dos Capuchos e depois foi sempre a subir, entre passo acelerado e corrida, até ao Monge, onde cruzámos a cumeeira sempre a correr até perto da Peninha, com vistas magníficas para a costa de Cascais e a serra. Entrámos depois num singletrack de downhill de BTT, bem técnico, e em que fui muito lento, procurando ser o mais seguro possível numa descida complicada. E, depois, volta a subir por estradão até à Peninha, um "Bom Dia" aos senhores da Cascais Ambiente que estavam a vigiar a serra num dia de muito calor, e uma descida pelo meio da zona mais densamente arborizada de Sintra, um autêntico bosque de fadas. Depois, bom, depois ainda faltavam aí uns 4 quilómetros, pela vertente Norte, entre floresta densa, uma aldeia (e seus cães) e muito Sol, até aos Capuchos, no fundo de mais um singletrack (este bem mais suave, e feito em corrida).

Foi impressionante o número de pessoas que encontrámos na Serra de Sintra naquela manhã. Muita gente a andar de bicicleta, uns a passear cães, turistas (que acho que não sabiam no que se metiam) e funcionários a tratar da serra. Tudo uma garantia de proteção a essa montanha e floresta que amamos.

No final - um bom sorriso e uma garrafa de água. Foi uma manhã de puro trail!


segunda-feira, maio 06, 2019

EcoMaratona 21Ks 2019

E pronto! Estou oficialmente fã desta prova. Uma boa oportunidade de fazer trail perto de casa, de uma forma não muito técnica, mas num percurso puxado e acessível, que me faz lembrar o privilégio que é morar na zona de Lisboa, com uma diversidade tão grande percursos de corrida mesmo ao pé. 

Sofri um pouco mais do que previa - e do que devia. E por isso acho que a minha preparação para o ano terá que ser ligeiramente diferente, para correr no verde de Monsanto e fazer a última grande subida desde o Vale de Alcântara até ao Parque Eduardo VII - ah, porque, claro que eu venho para o ano! (lembre-me apenas da fita para o suor...)




sábado, maio 04, 2019

Geocaching - Pavilhão Carlos Lopes


  • "Carlos, vais lá tu, ou vou lá eu?"
  • "Estás a brincar? É muito longe, não vou nada!"
  • "Como assim, longe? É já ali em baixo, no jardim! Ao pé do pavilhão que tem o teu nome!"
  • "Não vou, pá! Olha, vai o Fernando!"
  • "O Fernando não pode. Fica sempre nervosinho e com medo de falhar, não é Fernando?"
  • "Carlos, sabes que eu prefiro ser lebre a ficar com a coroa de glória!"
  • "Sim, mas depois bates o recorde mundial quando te distrais e vais até ao fim..."
  • "Lynx, estou aqui a pensar... acho que sei porque é que o Carlos não quer ir..."
  • "Não me digas que ainda é a história da Segunda Circular, Carlos!"
  • "É Lynx, aqui o Carlos, desde que foi atropelado na Segunda cCrcular que não consegue atravessar a estrada sem olhar 3 vezes - e para cachar ele tem que olhar para setinha."
  • "Ok! Apanharam-me, Fernando e Lynx. Eu não atravesso aquela estrada!!!!"
  • "Pronto! Vou lá eu!"
  • "Rosa!!! Por aqui? Nem percebemos que aqui estavas!"
  • "Vou lá eu buscar a cache, pronto!"
  • "Assinas, por mim, Rosa? Lynx Pardinus é com 'y' e 'P' maiúsculo, apesar do que algumas pessoas dizem..."

segunda-feira, abril 22, 2019

Ciclovias de Lisboa

Era um projecto antigo. Agarrar na minha bicicleta dobrável, levá-la até ao centro de Lisboa e pedalar pelas novas ciclovias que começam a cruzar a cidade. Era um projecto antigo e, a 22 de Abril, assim fiz. Estacionei no Parque Eduardo VII e fiz-me à estrada - perdão, à ciclovia!

O objectivo era fazer um percurso circular que me permitisse testar algumas das principais ciclovias de Lisboa - e compará-las com as de Roterdão, representativo do standard dourado holandês. E foi isso mesmo que fiz. Comecei no Marquês de Pombal, subi ao Saldanha, percorri a Avenida da República e a do Brasil, cruzei a Cidade Universitária, atravessei a Segunda Circular no "Viaduto da Galp"(yekes!!!), andei por Telheiras e Benfica, desci a radial de Benfica ladeando Monsanto (e que momento, cruzar a Estrada de Benfica pelo viaduto pedo-ciclável) e subi depois pelo Corredor Verde, passando junto à "minha" Casa Amarela e ao Palácio de Justiça.

Um bom passeio, e que me permite chegar a uma grande conclusão - é finalmente possível pedalar em Lisboa, de forma bem agradável! Algo que parecia uma tarefa dantesca há uns anos atrás é, agora, natural - e isso é algo tremendo, que ninguém pode menosprezar. O grande problema para pedalar em Lisboa sempre foi o trânsito (e não as subidas, que são terríveis nalgumas áreas, mas geríveis na maior parte da cidade) e a actual rede de ciclovias mitiga essa questão.

A grande (e boa) ciclovia da Avenida da República funciona mesmo como um grande eixo central que permite o ciclismo funcional, mesmo o movimento pendular casa-trabalho, de uma fatia importante da população. Sobretudo quando pensamos como está ligado à ciclovia da Avenida do Brasil, e às ciclovias de Telheiras, Benfica e Olivais. Ou seja, é possível, e nalguns casos até natural, pedalar para o trabalho.

Isto não significa que não haja muito trabalho a ser feito:
- a rede de ciclovias precisa de ser estendida a muitos mais locais e precisa de se tornar mais densa;
- as vias mistas deveriam idealmente ter lombas para garantir uma velocidade mais baixa dos carros;
- é necessário prevenir o estacionamento / paragem de carros em cima das ciclovias e que os peões as usem como parte do passeio;
- é urgente repensar a interação com os transportes públicos. Há paragens em cima da ciclovia e por isso o perigo de colisões entre peões e ciclistas é tremendo;
- há que repensar muitas das ciclovias existentes de um ponto de vista do utilizador. É muito frequente que, em cruzamentos e entroncamentos, não seja óbvio por onde segue a ciclovia. E, há também ocasiões (e um exemplo flagrante é na Avenida do Brasil) em que a ciclovia é interrompida por umas dezenas de metros, por qualquer motivo (na Avenida do Brasil, é porque a zona do passeio se estreita devido a uma paragem de autocarro) e segue depois mais à frente. É preciso repensar estas situações, olhando caso a caso.
- e, por último, olhar para o viaduto ciclável das Torres de Lisboa, sobre a Segunda Circular, como um exemplo do que não deve ser feito. É terrivelmente inclinado (mesmo para mim), perigoso porque mal pensado, mal sinalizado e, nomeadamente na zona Sul, não existem ligações directas a ciclovias, obrigando a percorrer centenas de metros pelo passeio ou pela estrada... A melhorar urgentemente! (até porque é a ligação entre as ciclovias de Telheiras e a Cidade Universitária / Avenida da República...).

Apenas melhorando os pontos acima podemos ter uma rede ciclável verdadeiramente funcional em Lisboa, e que permita tirar alguns milhares de carros (pensamento positivo, gente!!!) das ruas de Lisboa. Mas... sobretudo... Bem jogado, Lisboa!





quinta-feira, março 07, 2019

Correr em Abrantes

Que bonita surpresa branca foi Arraiolos. Tão arranjada, tão bem disposta, mesmo tão adormecida neste dia de Carnaval. Sempre a subir ou a descer, por empedrado entre praças e igrejas, buscando o castelo - mas buscando mesmo uma sensação de libertação para o dia, que chega sempre que corro num sítio novo e bonito.

terça-feira, janeiro 29, 2019

Corrida do Fim da Europa

Quando fecho os olhos, muitas vezes é na Serra de Sintra que penso. Conheço bem a serra, para lá do alcatrão, pelas florestas, cabeços, pelos cheiros, pelo arrepio de frescura, pelo vento Norte ou Oeste, pelo Sol.

Por isso, foi um prazer fazer esta corrida.

Uma corrida de 17ks, pelo meio da serra, com partida do centro de Sintra e percurso sempre a procurar o poente, onde o Sol se põe na Europa. Uma corrida de asfalto, sim, mas de asfalto com altos e baixos, árvores, frescura e Sol e vento, a despertar cada sentido.

Senti-me bem nesta corrida. Senti-me eu, mesmo quando subia centenas de metros de uma assentada, ou descia com o vento de frente forte. Ou talvez por isso mesmo.

Para o ano, vou voltar a esta corrida. Quanto à Serra, encontramo-nos sempre, de olhos fechados ou abertos.